Maior evento de cultura pop reúne 120 mil pessoas na Califórnia

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Terminou neste domingo, nos Estados Unidos, a maior reunião de super-heróis do planeta. O encontro foi na Comic-Con, em San Diego. A Comic-Con é o maior evento da cultura pop do mundo. E também reuniu gente que faz histórias em quadrinhos, desenhos animados, programas de TV e videogames.
San Diego, na Califórnia, virou esta semana a capital mundial dos super-heróis. Mais de 120 mil pessoas lotando as ruas e os corredores do maior centro de convenções da cidade, onde realidade e imaginação se misturam.
Prepare-se: você vai conhecer agora o maior evento de cultura pop do mundo. O povo faz fila pra virar zumbi e pra comprar uma infinidade de quinquilharias. Tudo isso ajuda a tocar pra frente um negócio que fatura bilhões de dólares todos os anos. Brincadeirinha cara, roupas, varinha mágica. Só a bola de cristal sai por US$ 150, quase R$ 300. E as bonecas, quase perfeitas, custam até R$ 800.
Quem quiser, sai com tudo o que precisa pra virar o personagem que desejar. Ou, então, para criar novos heróis e novas histórias. E não faltam interessados.
Tudo isso começou lá na década de 60, em uma pequena feira de compra, venda e troca de gibis usados em Nova York, com bancas, que hoje dividem espaço com dezenas de stands que representam a indústria dos quadrinhos, da animação, de programas de TV, cinema e até de videogames.
Um dos maiores negociantes de gibis dos Estados Unidos mostra uma preciosidade: o original do Capitão Marvel, desenhado na década de 60. Preço? US$ 3,5 mil, quase R$ 7 mil.
O comerciante diz: “Nos gibis está a alma de tudo o que se vê hoje no cinema, nas séries de TV e nos jogos eletrônicos”.
Um dos lugares mais procurados por fãs dos quadrinhos é onde estão três brasileiros: Gabriel Bá, Fábio Moon e Rafael Coutinho. Eles são famosos nos Estados Unidos.
Rafael, por exemplo, desenha o American Vampire, a primeira história em quadrinhos escrita por nada mais nada menos do que Stephen King, mestre da literatura de terror. Para eles, apesar da presença da tecnologia, os quadrinhos feitos à mão ainda terão muito tempo de vida.
A Comic Con é como um túnel do tempo da ficção. Passado, presente e futuro ao alcance dos olhos e das mãos, como uma réplica de uma das motos digitais de “Tron, O Legado”. Uma refilmagem de um clássico dos anos 90 que ajudou a revolucionar o cinema feito com computadores.
Mas na Comic Con dá pra fazer muito mais do que só tirar fotografia. E que tal fazer parte da cena de um filme que só vai ser lançado no ano que vem?
Sente na cadeira, obedeça ao diretor e pronto. Você está participando de uma perigosa perseguição, no filme Green Hornet, uma versão para o cinema do seriado Besouro Verde, produzido na década de 60.
A Comic Con teve também palestras com gente do mundo dos negócios da ficção. Em uma delas, polêmica! Sylvester Stallone estrela o filme “Os Mercenários”, com cenas rodadas no Brasil, onde ele disse que “teve mais liberdade para filmar cenas de violência”. “Você pode explodir o país inteiro e eles vão dizer ‘obrigado, e aqui está um macaco para você levar de volta para casa'”, falou o astro de Hollywood durante uma palestra. Só depois da repercussão negativa, Stallone pediu desculpas.
É mundo da fantasia em choque com o mundo real. Nas várias festas que aconteceram por causa da Comic Con, uma foi especial. Pessoas normais podem ter seu momento de poder. Até o repórter…
O idealizador do projeto “Super-herói do mundo real”, o fotógrafo Pete Tangen, diz que qualquer um pode explorar seus “super poderes”.
E, se quiser, também fazer parte de um grupo secreto. À meia-noite, eles deixam o bar. E voltam em seguida, com suas roupas especiais. Estes são, digamos assim, “super-heróis de verdade!”, vindos de várias cidades do mundo. Mas em vez de armas e equipamentos sofisticados, eles carregam água e biscoitos. A missão é ajudar gente que dorme nas calçadas.
Porque usar fantasias de herói pra fazer isso? Eles respondem: “É para chamar a atenção para o fato de que dá pra ajudar quem precisa com ações simples”. E qual é o superpoder que está em ação hoje aqui? “É a incrível força da bondade”, responde o mascarado.
English Translation

Biggest pop culture event brings together 120 000 people in California

Anyone who wants it out with everything you need to turn the character you want. Or, to create new heroes and new stories.
Ended on Sunday, the United States, the largest gathering of superheroes on the planet. The meeting was at Comic-Con in San Diego. The Comic-Con is the biggest event in the world of pop culture. And also met people who do comics, cartoons, TV programs and video games.
San Diego, Calif., this week became the world capital of superheroes. More than 120,000 people crowding the streets and hallways of the largest convention center in the city, where reality and imagination intermingle.
Prepare yourself: you will know now the biggest event in the world of pop culture. The people line up to turn zombie and to buy a plethora of trinkets.  All this helps for tomorrow a business that grosses billions of dollars every year. Just kidding dude, clothing, magic wand. Only the crystal ball goes for $ 150, almost $ 300.  And the dolls, almost perfect, costing up to £ 800.
Anyone who wants it out with everything you need to turn the character you want. Or, to create new heroes and new stories.
This all started back in the 60s, in a small market to buy, sell and exchange used comics in New York, with stalls, which now share space with dozens of stands that represent the industry of comics, animation, programs TV, movies and even videogames.
One of the largest comic book dealers in the United States shows a gem: the original Captain Marvel, designed in the 60s. U.S. $ 3500, almost £ 7000.
The trader says: “In the comics is the soul of everything that you see today in movies, on TV shows and video games.”
One of the most sought after by fans of the comics is where three Brazilians: Gabriel Ba, Fabio Moon and Rafael Coutinho. They are famous in the United States.
Rafael, for example, draws the American Vampire, the first comic book written by no less than Stephen King, master of horror literature.  For them, despite the presence of technology, handmade comics still have long to live.
The Comic Con is like a time tunnel of fiction. Past, present and future scope of eyes and hands, like a replica of the bikes digital “Tron, The Legacy.” A remake of a classic ’90s that helped revolutionize the cinema done with computers.
But at Comic Con gives to do much more than just take the picture. And this part of the scene from a movie that will only be released next year?
Sit in the chair, director and ready to obey. You are participating in a dangerous pursuit, the Green Hornet movie, a film version of Green Hornet television series, produced in the 60s.
The Comic Con also had talks with people in the business world of fiction. Sylvester Stallone stars in the movie “The Mercenaries”, with scenes shot in Brazil, where he said he “had more freedom to shoot scenes of violence. “You can blow up the whole country and they will say ‘thank you, and here’s a monkey to bring you back home,'” said the Hollywood star during a lecture. Only after the backlash, Stallone apologized.
It’s fantasy world in shock with the real world. In the various parties that happened because of Comic Con, one was special. Normal people can have their moment of power. Even the reporter …
The mastermind of the “Superhero of the real world,” the photographer Pete Tangen, says that anyone can explore their “super powers”.
And if you want, also part of a secret group. At midnight, they leave the bar. And back then, with their special clothes. These are, shall we say, “super-heroes for real!” From various cities around the world. But instead of arms and sophisticated equipment, they carry water and biscuits. The mission is to help people sleeping on sidewalks.
Why use a hero fantasies to do that? They respond: “It is to draw attention to the fact that it gives to those who need help with simple actions.” And what is the superpower that is at work today? “It’s the incredible power of goodness,” replied the mask.
 

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