Super-homens

heroi-1bOriginally posted: http://super.abril.com.br/cotidiano/super-homens-573741.shtml
Pessoas comuns usando fantasias e nomes falsos para fazer o bem e combater o crime. Conheça o fenômeno dos super-heróis da vida real
por Alexandre Rodrigues
tem uma tragédia em sua origem. O Batman assistiu ao assassinato dos pais ainda menino. O Super-Homem sofre por ser o único sobrevivente de um planeta que explodiu. O Homem-Aranha se balança em teias para compensar um erro – deixou fugir o bandido que depois matou seu tio. Mas Sarah só precisou levar um pé na bunda para se tornar Terrífica, que luta para impedir que outros tirem vantagem de mulheres indefesas.
Ela é magra, tem os cabelos louros, bonitos olhos azuis e um gosto péssimo para uniforme – o seu consiste em máscara, calça, malha e botas púrpuras e um sutiã de metal por cima da roupa. Carrega uma “pochete de utilidades” na qual há de chocolates a preservativos para cumprir sua missão: percorre a noite de Manhattan e adjacências abordando mulheres. Por sua obsessão em tentar impedir que homens se deem bem com as mulheres que beberam demais à noite, a heroína nova-iorquina foi apelidada de anti-Sex and the City. “Minha motivação é simples. Eu tento ensinar a mulheres que elas não precisam de proteção, admiração, o que for”, diz Sarah, a mulher de coração partido. “Não é preciso ter superpoderes para alguém cometer erros. Erros terríveis.”
Terrífica é uma candidata a terapia e também a representante feminina mais famosa de um bizarro fenômeno da cultura pop que vem ganhando força no hemisfério norte. É cada vez mais frequente pessoas comuns vestirem fantasias para defender uma causa ou mesmo combater o crime. Há um boom de super-heróis da vida real (ou RLSH, sigla mais ou menos popularizada nos países onde eles atuam). São bancários, universitários, ex-policiais, que usam nomes como Lebre da Sombra e Capitão Discórdia sem medo do ridículo. Em vez da Liga da Justiça, se aliam em organizações como Sociedade da Segunda-Feira Negra e Tropas dos Combatentes do Crime. De acordo com o site Super Hero Registry, há mais de 300 na ativa: são 6 na Europa, 2 no Canadá, 1 no México – no Brasil, até a publicação e repercussão desta matéria, nenhum. Todo o resto está nos EUA. Se ainda estivesse vivo, um sujeito chamado Fredric Wertham veria essa estatística com orgulho e preocupação.
Tradição americana
Em 1954, o Senado americano organizou o equivalente a uma CPI para diagnosticar o suposto mal que as histórias em quadrinhos estavam causando a milhões de crianças e adolescentes. Assumidamente inspirada no livro Seduction of the Innocent (“Sedução do Inocente”, sem versão em português), lançado naquele ano pelo psiquiatra Fredric Wertham, a comissão era um palco para o doutor expor suas ideias. Acuados, editores tiveram de engolir que seus gibis eram “um fator importante em muitos casos de deliquência juvenil” – lembra a polêmica atual sobre videogames (ver pág. 38).
Se Wertham foi preconceituoso por um lado, acabou acertando por outro: detectou entre alguns fãs de super-heróis o complexo de Super-Homem – um senso exagerado de responsabilidade, aliado à crença de que ninguém é capaz de se virar sozinho e uma necessidade constante de “salvar” os outros. Seria o contrário do “efeito espectador”, em que cidadãos obedientes à lei, diante de um crime, não se envolvem, achando que outros vão fazê-lo. Para Bart Beaty, especialista na obra de Wertham, essa compulsão por se envolver já existia na cultura americana, mas pode ter se acentuado após a comoção com o 11 de Setembro, levando ao surgimento desses heróis de verdade.
“O movimento está crescendo. Já são mais de 300 no Super Hero Registry? Veja só, há um ano eram 200”, diz Ben Goldman, historiador informal do fenômeno e também um herói – ele usa o nome de Cameraman, por sua dedicação a documentar em vídeo as ações dos colegas. Segundo ele, a crise financeira que abalou os EUA no ano passado deu o impulso que faltava para que alguns caíssem no heroísmo . “Muitos perderam renda, o emprego, suas casas, passaram por crises existenciais e pararam para pensar em quem eram de verdade. Algumas pessoas começaram a dar mais valor a sua vocação do que a suas posses. E muitos acham que nasceram para ser super-heróis, por que não?”
Fazendo diferença
“As pessoas estão cheias de indiferença e apatia, mas há homens e mulheres que querem fazer diferença. Somos um movimento, mais do que um bando de caras usando roupas de elástico”, diz Dave Pople, ex-profissional de luta livre, ex-boxeador, ex-fuzileiro naval, ex-cadete da academia de polícia. Ocupação atual: super-herói sob a alcunha de… Super-Herói. O uniforme, como os de seus colegas, foi claramente inspirado nos dos heróis dos quadrinhos (ver quadro nesta página). Como os outros super-heróis, não pode carregar armas para não correr o risco de ser preso por vigilantismo. Apesar do corpo avantajado (ou talvez por causa dele), garante que jamais precisou agredir um suspeito. No que consiste, então, o seu super-heroísmo? Bem, em um domingo à tarde pode estar patrulhando a praia de Clearwater, Flórida, onde vive, verificando se os vendedores têm licença. Ou trocando um pneu numa estrada. Mas, como a maior parte de seus colegas, faz caridade: com outros heróis da região, ele formou o Time Justiça, que reúne e doa brinquedos.
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Mas alguns mantêm uma aura de mistério e dizem viver nas sombras espreitando malfeitores. “É como eu posso ajudar os outros”, diz O Olho,herói de Mountain View, Califórnia. Na internet, se apresenta como um ex-detetive particular que passou 25 anos em empresas do Vale do Silício e hoje vigia sorrateiramente o crime, reunindo provas para a polícia. Aos 51 anos, percorre a cidade de carro usando equipamentos que ele mesmo inventa – como uma bengala-câmera, um rádio-periscópio e uma lanterna laser – para vigiar criminosos. Ao seu lado, leva a mulher, ela também uma super-heroína, que adota o codinome de Lady Mistério. “O parque Mercy Bush tem sido a cena de alguns avistamentos estranhos em várias patrulhas. Eu vi vandalismo, duas pessoas fazendo sexo sendo filmadas por uma terceira e, em geral, todo tipo de esquisitos que são atraídos para esse lugar quando cai a noite”, registrou em seu blog sobre uma patrulha noturna.
O fenômeno é mais forte nos EUA, mas já atravessou o Atlântico. “Sou detetive e combatente do crime”, se apresenta Entomo (latim para “inseto”), italiano de 32 anos. Com a identidade mais ou menos secreta – diz que 13 pessoas próximas sabem quem ele é -, dedica-se a evitar o vandalismo nas ruas de Nápoles desde 2007, quando se inspirou com a história de Terrífica. Ele conta que passou por treinamento antes de assumir a vida dupla, mas sua grande vantagem, assegura, são as habilidades paranormais. “Eu injetojustiça“, diz, sem dar mais detalhes. “Hoje é meu terceiro aniversário comoherói. Obrigado a todos pelo apoio. Eu irei celebrar patrulhando as ruas toda a noite”, comemorou Entomo dia 2 de março na sua página no MySpace – que, a propósito, também informa que está interessado em conhecer mulheres.
Sala (virtual) da Justiça
Não haveria os super-heróis de verdade sem a internet. O fenômeno é efeito da web 2.0, que impulsionou uma profusão de blogs e páginas de redes sociais, para heróis e grupos dos quais fazem parte. “Os interessados no assunto juntaram forças, viram que não estavam sozinhos”, diz Goldman/Cameraman. Em fóruns na rede, veteranos e novatos trocam experiências e dicas. Onde encontrar spandex, o tecido dos uniformes dos super-heróis, mais discretos? Camadas de Kevlar, como nos quadrinhos, realmente protegem contra uma bala? (A resposta é não.)
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Às vezes, esses fóruns servem para mostrar que a realidade não é tão exigente quanto a ficção. Em seu livro Becoming Batman (“Virando Batman”, sem versão em português), o neurocientista canadense E. Paul Zehr estimou entre 15 e 18 anos o tempo que Bruce Wayne levou treinando para ser o Cavaleiro das Trevas. Para o autor, Wayne é um atleta capaz de ser campeão olímpico no decatlo. “Quero virar um super-herói, mas tenho vergonha da minha barriga”, explica o novato em um tópico de discussão. “Calma. Você deve ter notado que há muito super-herói fora de forma”, responde, tranquilizador, um veterano.
Mas a internet ainda não foi capaz de proporcionar a qualquer dos novos heróis o tipo de fama do veterano Superbarrio Gómez, na ativa desde os anos 80. Quando jovem, nos anos 70, foi guerrilheiro e afirma ter participado de 3 assaltos a bancos. Mais tarde, nos anos 80, o militante passou a se apresentar como um bizarro personagem que, com uma máscara de luta livre e um uniforme que lembra o do Chapolin Colorado, começou a aparecer em protestos populares e greves de trabalhadores na Cidade do México. Embora nunca tenha concorrido em seu país, em 1996 se tornou uma celebridade internacional ao se proclamar candidato alternativo à Presidência dos EUA.
Desde então, foi tema de dois livros, apareceu na série inglesa de quadrinhos2000 AD Presents e também foi tema de um curta-metragem animado, La Vuelta de Superbarrio (“O Retorno de Superbarrio”). Com quase 60 anos – sua idade correta é desconhecida -, aposentou-se no início da década e revelou a identidade secreta: Marco Rascón Córdova. Mas, assim como o personagem Fantasma, a honra de ser Superbarrio parece passar adiante: desde 2005 outro sujeito veste o uniforme. Sua página no Facebook informa: ainda está na ativa.
Vida real
A Califórnia é um dos estados americanos onde o Olho pode agir. Na Carolina do Norte, por exemplo, cidadãos comuns são proibidos de prender alguém. Se algum deles fizer isso, pode ser detido por sequestro. Apesar de até achar positivo um grupo de cidadãos dispostos a ajudar, a polícia de San Diego, também na Califórnia, que vive uma epidemia de heróis, deu o recado: o combate ao crime só pode ser feito sem violência. E sugere aos heróis apenas denunciarem crimes e depois servirem de testemunhas. A resposta do público – como era de esperar – fica entre o apoio e o deboche. Em Nova York, um encapuzado chamado Vida reclama de moradores que atiram objetos das janelas – o paladino da justiça foi atingido por um pedaço de carne crua.
Mas os super-heróis da vida real têm um motivo para não desanimar: conseguiram empolgar ninguém menos do que Stan Lee, o criador de Hulk, Homem-Aranha, Homem de Ferro e outros heróis. “Se alguém está cometendo um crime, se alguém está machucando outra pessoa, é quando um super-herói entra em cena. É bom que haja pessoas ansiosas para ajudar as próprias comunidades”, declarou ele em entrevista à rede CNN. E até Hollywood já embarca na onda: está prevista para 11 de junho a estreia no Brasil de Quebrando Tudo (Kick-Ass), filme que liderou as bilheterias americanas com a história de um jovem que resolve combater o crime fantasiado – e encontra outros como ele. É, claro, uma comédia.
Super-Herói viu o filme e não gostou muito, por achar que ridiculariza algo que ele leva muito a sério. Mas não se incomoda diante de uma pergunta bastante repetida: os super-heróis da vida real não passam de adultos que não querem enfrentar a própria vida? “Eu acho que as pessoas são conformistas”, ele responde. “Eles acham que nós devemos viver apenas vidas normais. Vidas normais são um saco.”
Para saber mais
Watchmen
Alan Moore & Dave Gibbons, Panini Livros, 2009.
Fredric Wertham and the Critique of Mass Culture
Bart Beaty, University Press of Mississippi, 2005.
worldsuperheroregistry.com
reallifesuperheroes.org
heroi-6English Translation
Every superhero has a tragedy in its origin. Batman witnessed the murder of her parents as a boy. Superman suffers from being the sole survivor of a planet that exploded. Spider-Man swings on webs to make a mistake – gave away the villain who later killed his uncle. But Sarah just had to take a walk in the butt to become terrifying, struggling to prevent others from taking advantage of defenseless women.
She is thin, has blond hair, beautiful blue eyes and a bad taste for even – your mask is on, pants, sweater and purple boots and a bra metal on top of clothing.Carries a “utility pouch” in which there are chocolates to condoms to fulfill their mission: traveling the night of Manhattan and vicinity approaching women. In his obsession with trying to prevent men get along with women who drank too much at night, the New York heroin was dubbed anti-Fri and the City. “My motivation is simple. I try teach women that they need no protection, admiration, whatever,” says Sarah the wife of a broken heart. “You do not need superpowers to someone making mistakes. Mistakes terrible.”
Terrifying is a candidate for therapy and also the most famous female representative of a bizarre pop culture phenomenon that is gaining strength in the northern hemisphere. It is increasingly common people wear costumes to defend a cause or even fighting crime. There is a boom of superheroes in real life (or RLSH, which stands more or less popularized in countries where they operate). They are banking, academics, former police officers, who use names such as Hare’s Shadow and Captain Discord without fear of ridicule. Instead of the League ofJustice, are allied organizations as the Society of Black Monday and the troops fighting crime. According to the website Superhero Registry, there are over 300 on active duty: six are in Europe, two in Canada, one in Mexico – in Brazil, until the publication of this material and repercussion, no. Everything else is in the U.S.. If he were still alive, a guy named Fredric Wertham would see that statistic with pride and concern.
American Tradition
In 1954, the U.S. Senate held the equivalent of a CPI for diagnosing the supposed evil that the stories in comics were causing millions of children and adolescents. Admittedly inspired by the book Seduction of the Innocent (“Seduction of the Innocent,” without version in Portuguese), released that year by psychiatrist Fredric Wertham, the commission was a stage for the doctor explain his views. Intimidated, editors had to swallow that his comics were “an important factor in many cases of juvenile delinquency” – remember the current controversy about video games (see page 38.).
If Wertham was biased on the one hand, ended up hitting the other: caught between some fans of the superhero Superman complex – an exaggerated sense of responsibility, coupled with the belief that nobody is able to turn yourself and a constant need to “save” others. It would be the opposite of “bystander effect” in which law-abiding citizens, faced with a crime, do not get involved, thinking that others will do it. For Bart Beaty, a specialist in the work of Wertham, this compulsion to engage in American culture existed, but may have been accentuated after the commotion with the September 11, leading to the emergence of these real heroes.
“The movement is growing. There are now over 300 Super Hero Registry? Look, up from 200 a year ago,” says Ben Goldman, informal historian of the phenomenon and also a hero – he uses the name of Cameraman, for his dedication to video documenting the actions of colleagues. He said the financial crisis that has rocked the U.S. last year gave the boost that to fall in some heroism. “Many lost income, jobs, their homes, went through existential crises and stopped to think about who they were real. Some people began to give more value to his calling than his possessions. And many think they were born to be super- heroes, why not? ”
Making a difference
“People are full of indifference and apathy, but there are men and women who want to make a difference. We are a movement, rather than a bunch of guys wearing elastic,” says Dave Pople, former professional wrestling, former boxer, ex-marine, ex-cadet at the police academy. Current Occupation: superhero under the name … Super-Hero. The uniform, like those of his colleagues, was clearly inspired by the heroes of the comics (see box this page). Like other superheroes, he can not carry weapons as you run the risk of being arrested for vigilantism. Despite topping the body (or perhaps because of it) ensures that never needed to assaulting a suspect. As is, then, your super-heroism? Well, on a Sunday afternoon may be patrolling the beach in Clearwater, Fla., where he lives, making sure the vendors are licensed. Or changing a tire on a road. But like most of his colleagues, does charity: with other heroes of the region, he formed Team Justice, which collects and donates toys.
But some maintain an aura of mystery and they say live in the shadows lurking criminals. “It’s like I can help others,” says Eye, hero of Mountain View, California. On the Internet, presents himself as a former private investigator who spent 25 years at companies in Silicon Valley and today oversees sneak crime, gathering evidence for police. After 51 years, runs through the town by car using equipment that he invented – as a cane-camera, a periscope and a radio-flashlight laser – to monitor criminals. At his side, takes the woman, she is also a superhero, which adopts the codename of Mystery Lady. “Mercy Bush Park has been the scene of some strange sightings on several patrols. I saw vandalism, two people having sex being shot by a third and, in general, all sorts of weird that they are attracted to this place when night falls” , noted in his blog on a night patrol.
This phenomenon is stronger in the U.S. but has already crossed the Atlantic.”I’ma detective and crime fighter,” presents Entom (Latin for “bug”), Italian 32.With more or less secret identity – says 13 people nearby know who he is – is dedicated to prevent vandalism in the streets of Naples since 2007, when he was inspired by the story of terrifying. He tells that went through training before assuming the double life, but its greatest advantage, ensures they are paranormal abilities. “I inject justice, “he says, without elaborating. “Today is my third anniversary as hero. Thank you all for your support. I will conclude by patrolling the streets all night, “Entom celebrated March 2 at his MySpace page – which, incidentally, also says it is interested in knowing women.
Room (virtual) of Justice
There would be the superheroes of truth without the internet. The phenomenon is the effect of Web 2.0, which boasted a profusion of blogs and social networking pages for heroes and groups to which they belong. “Those interested in the issue joined forces, they saw that they were not alone,” says Goldman / Cameraman. In forums on the net, beginners and veterans share experiences and tips. Where to find Spandex, the fabric of the uniforms of superheroes, more discreet? Layers of Kevlar, as in the comics, actually protect against a bullet? (The answer is no.)
Sometimes, these forums serve to show that reality is not so picky about the fiction. In his book Becoming Batman (“Batman Turning” without version in Portuguese), the Canadian neuroscientist E. Paul Zehr estimated between 15 and 18 years time that Bruce Wayne took training to be the Dark Knight. For the author, Wayne is an athlete able to be Olympic champion in the decathlon. “I want to become a superhero, but I am ashamed of my belly, “says the rookie on a topic of discussion. “Calm down. You may have noticed that there is much super-hero out of shape, “says, reassuringly, a veteran.
If you think that conflict is missing, not missing more: virtual protected by anonymity, have begun to emerge the first supervillain. “Your actions mean nothing to me. You are heroes like a plastic toy. An insect asking to be crushed,” Black Horizon challenged in his introductory video on YouTube. Like most real heroes, he does not lose the chance to give interviews.”There can be a superhero without super-villain, “advocates. “And, as superheroes are spreading out there, here I am.” And to be a villain can be enriching?”I like to see adults and children suffer.” As the heroes gather in groups, “supervillains” also formed his own: the Black Circle – for now, its evils were only on the promise.And feel forgiven those who start to laugh knowing that one of the architects of the forces of evil is Masturbator Black.
But the Internet has not yet been able to provide any kind of new heroes of Fame veteran Superbarrio Gomez, both active since the 80s. As a young man in the ’70s, was a guerrilla and claims to have participated in three bank robberies. Later in the ’80s, the militants began to present itself as a bizarre character with a mask of wrestling and a uniform reminiscent of Chapolin Colorado, began appearing in popular protests and strikes by workers in Mexico City. Though he never competed in his country in 1996 became an international celebrity when he proclaimed alternative candidate for U.S. president.
It has since been the subject of two books, appeared in the series Britishcomic 2000 AD Presents, and also was the subject of an animated short film, La Vuelta de Superbarrio (“The Return of Superbarrio). With nearly 60 years – his correct age is unknown – he retired in the early and revealed the secret identity: Marco Rascón Cordoba. But like the character Ghost, the honor of being Superbarrio seems to pass along: since 2005 the other guy wears the uniform. His Facebook page states: is still active.
Real Life
California is one state where the Eye Americans can act. In North Carolina, for example, ordinary citizens are forbidden to arrest someone. If any of them do, be arrested for kidnapping. Although even find a positive group of citizens willing to help, police in San Diego, also in California, who lives an epidemic of heroes, gave the message: the fight against crime can only be done without violence. And it suggests to the heroes only report crimes and then serve as witnesses. The public response – as expected – is between the support and debauchery. In New York, a hooded called Life calls from residents who throw objects from windows – the champion of justice was hit by a piece of raw meat.
But the superheroes in real life have a reason not to lose heart: could excite none other than Stan Lee, creator of the Hulk, Spiderman, Iron Man and other heroes. ‘If someone is committing a crime if someone is hurting someone else, is when a super-hero enters the scene. It is good that there are people eager to help their communities “he said in an interview with CNN. Even Hollywood has embarked on the wave: is scheduled for the June 11 premiere of Breaking Everything in Brazil (Kick-Ass), a film which topped the U.S. box office with the story of a young man who decides to fight crime dressed – and find others like him. It is of course a comedy.
Super-Hero saw the movie and did not much like, thinking that ridicules something he takes very seriously. But do not mind facing a much repeated question: superheroes in real life are just adults who do not want to face their own life? “I think people are conformist,” he replies. “They think we just live normal lives. Normal lives suck.”
To learn more
Watchmen
Alan Moore & Dave Gibbons, Panini Books, 2009.
Fredric Wertham and the Critique of Mass Culture
Bart Beaty, University Press of Mississippi, 2005.
worldsuperheroregistry.com
reallifesuperheroes.org

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